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Reajuste do plano de saúde em 2027: como projetar o custo no orçamento e evitar surpresas

Leonardo Santos
há 6 dias
2 min de leitura

O plano de saúde costuma ser o segundo maior custo com pessoas na empresa, depois da folha. Mesmo assim, ele ainda entra no orçamento como uma estimativa genérica: pega-se o IPCA, soma-se uma margem e torce-se para a renovação não passar disso.


Quase sempre passa.

O motivo é simples: o reajuste do plano empresarial não segue a inflação comum. Ele resulta de três fatores que o IPCA não captura.


  1. 1. Sinistralidade da carteira. É a relação entre o que a operadora paga em atendimentos dos seus colaboradores e o que recebe em mensalidades. Quando essa relação passa do limite previsto em contrato, o reajuste sobe para recompor o equilíbrio.


  2. 2. Inflação médica (VCMH). A Variação do Custo Médico-Hospitalar mede quanto ficou mais caro cuidar da saúde: preço de procedimentos, novas tecnologias, materiais e, principalmente, a frequência com que as pessoas usam o plano. Historicamente, ela anda bem acima do IPCA.


  3. 3. Perfil de uso. Idade média do grupo, uso de pronto-socorro em vez de consulta eletiva, internações de alto custo: tudo isso muda o resultado de uma carteira para outra, mesmo dentro da mesma operadora.


Qual índice usar na projeção de 2027?

Projetar pelo IPCA é a forma mais rápida de subestimar o custo. O ponto de partida mais realista combina a inflação médica com a sinistralidade atual do seu contrato. Se a sinistralidade já está alta, o reajuste tende a vir acima da VCMH. Se está controlada, há espaço para negociar.


Na prática, o ideal é trabalhar com cenários (conservador, provável e de estresse) em vez de um número único. Assim, o financeiro sabe de antemão o tamanho do risco.


Onde dá para economizar

A coparticipação é a alavanca mais usada, e também a mais mal calibrada. Bem desenhada, ela reduz o uso desnecessário e baixa a mensalidade. Mal desenhada, faz o colaborador adiar consultas e exames, e o problema volta meses depois como internação, que custa muito mais.


Os pontos que fazem a diferença:

•       Percentual: alto demais afasta o colaborador do cuidado preventivo.

•       Teto por procedimento: protege o colaborador de cobranças altas e evita o efeito de adiamento.

•       O que deixar de fora: consultas preventivas, exames de rotina e tratamentos crônicos costumam ficar fora da coparticipação justamente para não gerar custo maior depois.


O que fazer antes da renovação

Pedir à operadora o relatório de sinistralidade dos últimos 12 meses, entender quais eventos puxaram o custo e chegar à negociação com dados. Quem renova sem esse diagnóstico negocia no escuro.


REP Talks: Guia prático do orçamento de saúde 2027


Para ajudar RH e financeiro a fechar esse número com segurança, a REP Benefícios promove o REP Talks no dia 29 de outubro, das 9h às 10h30. Uma operadora de saúde explica como o reajuste é calculado, Maurício Junqueira apresenta o guia de projeção e economia, e um cliente traz as dúvidas reais do orçamento para um painel ao vivo.


Quem participa recebe o guia completo.

 
 
 

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