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Outubro período de previsão orçamentária – não jogue a culpa no RH

  • Foto do escritor: Comunicação REP
    Comunicação REP
  • 16 de jan.
  • 2 min de leitura

Os planos de saúde se tornaram a segunda maior despesa corporativa, logo depois da folha de pagamento, na maioria das empresas. E é impressionante como uma rubrica tão relevante ainda é tratada de forma tão inadequada.


 Quando chega o momento de definir o orçamento anual, é comum ver empresas tentando prever o custo do plano de saúde com a mesma régua usada para outros itens: IPCA, IGP-M ou metas internas de custo. Mas o setor de saúde não obedece à mesma lógica.


 A saúde tem sua própria inflação — a VCMH (Variação de Custos Médicos Hospitalares) — e, em quase todos os países, ela costuma ser três vezes maior que a inflação geral de mercado.


 Ao ignorar isso, a empresa cria um abismo entre o planejado e o real: o orçamento estoura, as metas deixam de ser alcançadas e, quase sempre, o RH acaba responsabilizado por algo que começou com uma premissa equivocada.


 O caminho correto é olhar para dentro: entender o histórico do plano, os reajustes anteriores, a sinistralidade e até eventos inesperados — doenças graves, acidentes, cirurgias de alto custo.


 Com base nisso, é preciso adotar como referência a VCMH oficial divulgada pela ANS e pelo IESS, e não índices genéricos da economia.


Mas o ponto mais importante é entender que orçamento não se cumpre por decreto — cumpre-se por gestão.


 Durante o ano, é essencial trabalhar o plano de forma ativa: campanhas preventivas, revisão de elegibilidade, acompanhamento de indicadores, gestão de crônicos e análise mensal da sinistralidade. Só assim é possível manter os sinistros abaixo do ponto de equilíbrio — e transformar o orçamento em uma ferramenta de realidade, não de frustração.


 Em resumo: Ser realista é o primeiro passo para performar melhor do que o previsto.

Por Maurício Junqueira, Diretor Comercial Benet.

 
 
 

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